
– E lá vem você com o seu otimismo.
– Pois é, mas desta vez cheio de otimismo definido, por assim dizer.
– Otimismo definido?!?!?
– E lá vamos nós…
O conceito de otimismo definido foi criado pelo autor Peter Thiel (cofundador do PayPal) no clássico livro “De Zero a Um – o que apreender sobre o empreendedorismo com o Vale do Silício”.
Ele refere-se a uma mentalidade que combina a esperança no futuro com um plano concreto para alcançá-lo.
Isto faz parte de uma matriz com quatro visões de mundo baseada em como as pessoas enxergam o futuro (otimista ou pessimista) e se acreditam que ele pode ser planejado (definido) ou não (indefinido).
São elas:
- Otimista Definido: acredita que o futuro será melhor porque há um plano claro para torná-lo melhor. Como exemplo, ele cita os empreendedores de tecnologia (foco do livro) como Apple ou Google, mas que se aplica a qualquer um que sonhou com algo e tinha um plano claro para fazê-lo para acontecer – e fez.
- Otimista Indefinido: acredita que o futuro será melhor, mas sem um plano claro para isso. É o famoso deixa a vida me levar, que ACHO que ela me levará para coisas boas.
- Pessimista Definido: acredita que o futuro será pior, mas age para tentar minimizar os danos. É o sujeito que sempre acha que tudo vai dar merda e que, por isso mesmo, nunca se arrisca fora do seu “habitat natural” para seguir levando a vida em modo contingencial.
- Pessimista Indefinido: acredita que o futuro será pior e não há nada a ser feito. É o sujeito que vive preso no círculo vicioso da inércia.
Ou seja, a diferença entre um otimista definido e um indefinido é um plano (e a sua execução) para conseguir transformar os sonhos em realidade.
E isto não nada a ver com aquele papo internético de largar o emprego para montar uma startup revolucionária (que até pode acontecer), mas sim com coisas mais palpáveis e cotidianas como tirar algum projeto do papel (como oriento no livro Tire o elefante da sala, que está indo para a segunda edição) ou numa mudança de carreira.
Mas se a palavra “plano” te assusta e parece algo muito complexo, responder às duas próximas perguntas irá te ajudar a ter clareza e serão a base deste plano:
- O que você gostaria de se tornar e/ou como gostaria que as outras pessoas te vissem até o final desse ano?
- Por que?
Bem mais simples, o que não quer dizer que seja fácil, né?
Mas tudo bem, relaxe, pois não há certo nem errado (falamos mais sobre isto aqui), assim como nem precisa pensar em coisas mirabolantes, mas tem que haver sinceridade.
Por exemplo, “ser mais organizado” é uma ótima resposta (caso não seja) e um ótimo início para o que quer que seja feito.
Afinal, o ser humano costuma ou subestimar ou atropelar o básico, mas não custa nada lembrar que fazer o básico bem feito já é meio caminho andado para que as coisas comecem a acontecer.
E elas só acontecem quando entramos em movimento.
E só entra em movimento quem é um otimista definido.
Dará certo?
Não há como saber, mas para o pessimista já deu errado – o que não é o nosso caso, né?
Um grande abraço e vamos que vamos! 😉
Eduardo Lopes
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Foto principal: K
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Precisando da minha ajuda para fazer acontecer?
Poderei ajudar destas 3 formas (clique no link):
– Palestras para injetar doses de inspiração, criatividade e atitude nos colaboradores da sua empresa.
– “Tire o elefante da sala”, livro para ajudar a quebrar o círculo vicioso da inércia e tirar os projetos do papel.
– “Da ideia ao negócio”, mentoria que é para quem está cheio de ideias, mas que está inseguro e não sabe por onde começar para desengavetar seus projetos.
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